O que você sente quando um amigo lhe relata suas conquistas pessoais, profissionais ou materiais? É fácil pegar-se desejando que ele não tivesse obtido tais conquistas ao invés de ficar feliz pelo sucesso do amigo?
A inveja é definida como “um sentimento de aversão ao que o outro tem, e que a própria pessoa não tem”. Napoleão Bonaparte já a classificava como “um atestado de inferioridade”. O sábio Salomão dizia ser a inveja pior que o furor e a ira (Provérbios 27:4). E nós, com que frequência nos deixamos ser dominados pela inveja em nossas atitudes? O que podemos aprender sobre esse sentimento com alguns personagens bíblicos?
Para o cristianismo, a inveja está na raiz do próprio pecado. Tal sentimento pôde desenvolver-se mesmo em um ambiente tão perfeito como o céu. Lúcifer, até então um “anjo de luz” magnífico, tornou-se Satanás, “enganador”, quando desejou receber honras e glórias como Deus. Em um ato de ousadia, afirmou que seria “semelhante ao Altíssimo”, dando início à longa história do pecado no universo. A partir desse momento, tornou-se muito mais fácil o surgimento da inveja nos seres criados.
No capítulo 37 de Gênesis, lemos a história de José, filho de Jacó. Claramente o filho preferido de seu pai, foi alvo de ciúmes e inveja por parte dos irmãos, que acabaram vendendo-o como escravo. A seu pai foi informado que ele havia sido devorado por uma fera do campo, e a atitude daqueles homens trouxe profundos problemas à família. A inveja é sempre prejudicial, sobretudo quando praticada entre familiares ou amigos próximos.
Em situação semelhante, Saul, rei de Israel, também foi vencido por esse sentimento. Inicialmente se mostrando favorável a Davi, colocou-o como chefe do seu exército. Viu suas conquistas militares, o quanto era bem visto pelo povo, e como a mão de Deus estava com ele. Passo a passo, foi permitindo que a inveja dominasse seu coração. Distanciou-se de Deus, terminando seus dias obcecado por matar Davi, numa demonstração de que a inveja pode provocar violência tanto psicológica (abuso verbal, calúnia, crítica) como física.
Quanto a Jesus, a Bíblia mostra claramente que o motivo de sua prisão foi inveja (Mateus 27:18). Sua pregação, simples e atraente, ia de encontro à teologia dos líderes religiosos de então. Estes, preocupados em manter o próprio poder e influência, não hesitaram em tentar silenciá-lo. Cegos pela inveja, perderam a oportunidade de usufruir da salvação trazida pelo Messias.
Frequentemente, quem tem inveja não admite o sentimento. Entretanto, reconhecer o erro é o primeiro passo para se combater a inveja. Faça uma autoavaliação, pense nas outras pessoas como amadas por Deus, aprenda a desenvolver atitudes de gratidão. Por que não analisar hoje sua vida e agradecer pelas coisas boas que existem?

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