Fiódor Dostoiévski, famoso romancista russo, foi um jogador compulsivo. Perdeu muito dinheiro em jogatinas e casas de apostas. Já a compulsão do ator norte-americano Michael Douglas era outra: internou-se em uma clínica para tratar uma forte dependência de sexo. Na Espanha, um homem pediu o divórcio alegando que sua esposa passava todo o tempo livre jogando vídeo game. Segundo ele, a mulher estava mais preocupada em fugir do pac man do que em cuidar da casa.
O que leva uma pessoa saudável a se tornar escrava de um vício? O que separa um comportamento natural de uma compulsão? Psicólogos afirmam que qualquer hábito pode vir a ser um vício quando praticado em uma rotina compulsiva, tornando-se tão irresistível e destrutivo quanto as drogas ou a bebida. As marcas de uma pessoa compulsiva são quatro: ela sempre perde o controle quando se entrega à atividade; sofre síndrome de abstinência quando não a realiza; sua dependência cresce com o passar do tempo; perde o interesse por tudo, menos pelo vício. Como frequentemente se observa, vícios trazem inúmeros problemas, e não só para os viciados: dívidas, distúrbios familiares, aumento da criminalidade, entre outros. Como vencer tais hábitos nocivos, e como ajudar a outras pessoas que também enfrentam a mesma dificuldade? A Bíblia pode fornecer algumas respostas.
“Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo, e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como o basilisco. Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.” (Provérbios 23:31-33). Nesse texto, Salomão adverte sobre os perigos da bebida alcoólica, e como ela facilmente afeta a percepção e a capacidade de se tomar decisões corretas, além de provocar inúmeros acidentes trágicos. O alcoolismo pode e deve ser tratado: grupos de apoio, medicamentos, auxílio especializado, todas são alternativas válidas. Deus quer que seus filhos estejam sempre em perfeita saúde mental. É nosso dever cuidar do nosso corpo, pois ele é o “templo do Espírito Santo” (I Coríntios 6:19).
Desde 1987 reconhecido pela Associação Americana de Psiquiatria como uma enfermidade, o comportamento dos “sexólatras” tem se tornado um problema cada vez mais evidente na sociedade. A facilidade de acesso a conteúdos pornográficos e o pensamento moderno de total liberdade em relação ao sexo vêm pervertendo um dos mais preciosos dons dados por Deus: o sexo foi designado para ser desfrutado no contexto do casamento, como fonte de alegria, proximidade e unidade. (ver Provérbios 5:18 e 19, I Coríntios 7:2-5). Em meio a tantos exemplos de imoralidade sexual, não podemos nos esquecer dos desígnios de Deus, e também de que Ele é capaz de prover libertação para aqueles que se encontram presos a esse e a outros vícios.
Outra advertência feita pela Bíblia se refere ao desejo incontrolável por ganhar mais e mais dinheiro. “Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário”, pediu Salomão em Provérbios 30:8. Devemos cuidar para que a busca por riquezas não atrapalhe nosso relacionamento com Deus, como aconteceu ao jovem rico de Marcos 10.
Quantos mais exemplos poderíamos citar de pessoas viciadas em trabalho (workaholics), em obter beleza pessoal, em estudos, filmes, compras, comidas, e muitas outras coisas! Qualquer comportamento de compulsão facilmente nos afasta de Deus. Felizmente, ele nos promete libertar de qualquer escravidão (João 8:36), e espera que possamos desenvolver cada vez mais hábitos saudáveis, a fim de que também ajudemos a outros que estão em problemas. Você conhece alguém que tenha passado por alguma experiência com vícios? Como você tem ajudado? Compartilhe sua história conosco!


