“Imagem é tudo”, disse o tenista André Agassi, há 20 anos, em um comercial da câmera Canon. Verdade ou não, o fato é que nunca houve tempo em que estivéssemos tão preocupados com a imagem como agora. Somos constantemente estimulados a nos oferecer como uma “mercadoria” atraente e desejável: retocamos nossas fotos com photoshop, damos duro na academia para estar com o corpo sarado e procuramos sempre usar roupas e acessórios “da moda”. Justificamos tudo dizendo que é puramente uma questão de “melhorar a autoestima”. Essa palavra, que segundo a Psicologia representa a “avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma”, parece ganhar cada vez mais espaço em nosso vocabulário. O que podemos aprender ao ler a Bíblia sobre como alcançar um nível adequado de autoestima?A imagem que formamos a respeito de nós mesmos tem profunda influência sobre nossos pensamentos e nossas ações. Mateus 22:39 nos fala sobre a necessidade de cultivarmos uma boa dose de amor próprio e, então, expressar amor a outras pessoas. Essa é a essência do caráter do cristão. Porém, como tudo na vida, devemos cuidar com os extremos. Em Romanos 12:3, Paulo nos alerta sobre o perigo de pensar demasiadamente em nossa própria vida, o que pode levar ao orgulho e à arrogância. Em um estudo recentemente publicado, psicólogos americanos apontaram o excesso de autoestima e amor próprio como causa de explosões de violência em algumas pessoas. Segundo a pesquisa, indivíduos que têm uma elevada impressão sobre si mesmos são mais propensos a ter atitudes agressivas diante de situações que ameacem sua superioridade. O equilíbrio é sempre a melhor opção.
Além da autopercepção, o que outros pensam a nosso respeito também é parte importante na construção da imagem própria. Saber lidar com a opinião das outras pessoas é indispensável para se manter em um nível saudável de autoestima. Outra pesquisa, também nos EUA, mostrou que as pessoas preferem receber um elogio ou uma avaliação positiva a realizar atividades agradáveis como receber o salário do mês, comer a comida preferida e encontrar um amigo. “É um tanto surpreendente como esse desejo de se sentir valorizado triunfa sobre qualquer outra atividade prazerosa que a gente possa imaginar”, disse o coordenador do estudo. Mas o que geralmente as pessoas valorizam? Habilidades, beleza, inteligência, enfim, apenas coisas relacionadas à aparência externa. É fácil nos sentir diminuídos por não possuir atributos que se destacam na sociedade. O cristão, entretanto, deve ter sempre em mente que Deus não nos escolhe por aquilo que externamente aparentamos ser, mas por aquilo que podemos nos tornar se O deixarmos guiar nossa vida. Cristo olha para o nosso interior. Ele nos criou à Sua imagem, logo, somos fruto do imenso amor de Deus.
Questões sobre a origem do ser humano podem facilmente elevar ou abaixar nossa autoestima. Acreditar que a existência do homem é resultado de mero acaso, e que somos apenas mais uma espécie entre tantos animais, pode nos levar ao abatimento à medida que procuramos um sentido para a vida. Mas, por outro lado, se cremos que viemos de um Deus, e que fomos coroados de glória e de honra (Salmo 8:5), então nossa vida tem um propósito, um sentido. “Pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos”, diz Atos 17:28.
O Cristianismo apresenta, ainda, outro aspecto importante que se reflete na autoestima: a imagem que Deus tem dos seus filhos. Jesus ilustrou em três parábolas o quanto Deus se preocupa conosco, e se alegra quando nos arrependemos de pecados cometidos. O pastor que deixa as 99 ovelhas e parte em busca da que se desgarrou, a mulher que procura diligentemente a moeda perdida, e o pai que recebe de braços abertos o filho pródigo, tipificam a consideração que Deus tem por nós, especialmente por aqueles que obtiveram menos sucesso.
Quando percebemos o valor que temos diante de Deus, a ponto de Ele enviar seu filho para morrer na cruz pelos nossos pecados, somos capazes de desenvolver um nível saudável de autoestima. Podemos até mesmo ajudar pessoas que se encontram em situações críticas, sofrendo com falta de confiança em si mesmas, e levar a elas uma mensagem de esperança e de conforto. Afinal, Deus atribui a cada um de seus filhos um valor inestimável. Por mais pecadores que possamos ser, Ele morreu por todos nós.
Quando percebemos o valor que temos diante de Deus, a ponto de Ele enviar seu filho para morrer na cruz pelos nossos pecados, somos capazes de desenvolver um nível saudável de autoestima. Podemos até mesmo ajudar pessoas que se encontram em situações críticas, sofrendo com falta de confiança em si mesmas, e levar a elas uma mensagem de esperança e de conforto. Afinal, Deus atribui a cada um de seus filhos um valor inestimável. Por mais pecadores que possamos ser, Ele morreu por todos nós.
Gostei do texto!!
ResponderExcluirParabéns!! Vc escreve super bem... continue postando..
abraços.